æ Os Maias Û Download by ¶ Eça de Queirós

æ Os Maias Û Download by ¶ Eça de Queirós Wanneer Pedro Zijn Vader, De Portugese Edelman Alfonso Da Maia, Wanhopig Komt Berichten Dat Zijn Vrouw Maria Is Gevlucht Met Medeneming Van Hun Dochtertje Maria Eduarda, En Hij Diezelfde Avond Zelfmoord Pleegt, Blijft De Oude Patriarch Alleen Achter Met Zijn Kleinzoon Carlos De Twee Kinderen Groeien Op Zonder Weet Te Hebben Van Elkaar Het Toeval Brengt Hen Jaren Later Echter Samen In Lissabon En Ze Worden Een Liefdespaar Tot De Waarheid Aan Het Licht KomtE A De Queiroz Beschrijft In De De Maia S Niet Alleen De Dramatische Ondergang Van Een Adelijke Portugese Familie, Maar Schetst Ook Met Zijn Soms In Bijtend Venijn, Soms In Milde Spot Gedoopte, Maar Altijd Trefzekere En Gestileerde Pen De Beau Monde Van Lissabon In De Tweede Helft Van De Negentiende Eeuw De Roman Vormt Samen Met Het Vergrijp Van Pater Amaro Over De Clerus En Neef Bazilio Over De Burgerij Een Schitterende Drieluik Van De Portugese Samenleving Dat Thans, Ruim Een Eeuw Later, Nog Niets Aan Zeggingskracht En Waarheidsgehalte Heeft Ingeboet E A De Queiroz, De Meester Der Typering, Slaagt Erin Door Zijn Burleske Evocatie Van Een Tijdsgewricht De Tijdloze Ziel Van Een Volk Bloot Te Leggen En Blijft Daardoor Altijd Even Sprankelend Als Actueel De Maia S Is Een Hoogtepunt In Het Schitterende Oeuvre Van De Portugese Flaubert Deze Uitgave Is Voorzien Van Een Nawoord Door Jos Rentes De Carvalho N o sinto que existam palavras suficientemente boas para descrever esta aut ntica obra de arte que E a nos deixou Fica um eterno e imenso amor por esta hist ria e por estas personagens.
Muito provavelmente, o melhor livro que alguma vez li Falh mos a vida, menino Di rio de Leitura aqui.
Considerada por muchos la obra maestra de E a de Queir s, yo he visto en esta novela el genio de ese autor portugu s, pero no ha sido mi novela favorita M s me gust O Primo Bas lio.
Publicada en 1888, la historia describe la alta sociedad lisboeta de la segunda mitad de la d cada de 1870 De hecho, me ha dado la impresi n de que el grueso de la novela fue escrito en ese momento y que permaneci en el caj n de E a durante unos a os, a espera de una conclusi n Habr a sido elaborada por las mismas fechas que A Trag dia da Rua das Flores, una obra que s lo vio la luz un siglo despu s de haber sido escrita y que guarda relaci n con Os Maias por tratar tambi n de un caso de incesto.
El arranque me ha parecido lento y a veces me ha desorientado la gran profusi n de personajes, algunos de los cuales s lo aparecen en una escena determinada Proliferan en la novela los ambientes selectos en veladas de casas de nobles y ricos personajes, con descripci n de las conversaciones que eran normales en tiempos de E a Algunas giran en torno de la visi n que de la literatura se ten a en su tiempo, con el enfrentamiento entre Romanticismo y Realismo, como en la siguiente cita Antiguamente la literatura era la imaginaci n, la fantas a, el ideal Hoy es la realidad, la experiencia, el hecho positivo, el documento.
Otro tema del que Queir s se hace eco es el Iberismo que tantas discusiones, adhesiones y encontronazos cre en la segunda mitad del XIX Para los que no lo sepan, el Iberismo fue un movimiento propiciado por Sinibaldo de Mas hacia 1840 y que abogaba por una uni n entre Espa a y Portugal As lo plantea E a en un momento determinado La nica cosa que hacer en Portugal dec a l es plantar hortalizas, mientras no haya una revoluci n que haga aflorar a la superficie algunos de los elementos originales, fuertes, vivos, que esto a n encierre en el fondo Y si se ve entonces que no encierra nada, despid monos enseguida voluntariamente de nuestra posici n de pa s para el que no tenemos elementos y pasemos a ser una f rtil y est pida provincia espa ola, y plantemos m s hortalizas.
S , E a es muy cr tico con Portugal Momentos antes de que Carlos Eduardo haga esa declaraci n, su amigo Ega dice lo siguiente En este pa s, en medio de esta prodigiosa imbecilidad nacional, el hombre de sentido y de gusto debe limitarse a plantar con cuidado sus hortalizas.
Al mismo tiempo, E a demuestra su simpat a por Inglaterra Recordemos que creo que el grueso de la novela fue escrito en los 70, al tiempo que nuestro autor era c nsul en ese pa s Parece como que el autor considera, en t rminos darwinistas de lucha de sociedades, que los ingleses son una raza pujante y los portugueses una raza deteriorada As lo pone en boca de Miss SaraOh , si fuese una ni a inglesa saldr a con ella al aire libre Pero estas ni as extranjeras, tan d biles, tan delicadas y el labio grueso de la inglesa delataba un desd n compasivo por estas razas inferiores y deterioradas.
La novela concluye con un tono de desenga o y resignaci n ante la fea realidad.
Parece que en su tiempo Os Maias tuvo una tibia acogida que desenga a su autor y, por lo visto, le llev a evolucionar hacia un estilo m s intimista Es algo que deber comprobar en siguientes lecturas Voy m s o menos leyendo a Queir s en el orden en que l public sus obras Es un escritor a tener en cuenta y que merece ser divulgado en Espa a y en Hispanoam rica.
Os Maias, conta a hist ria de uma fam lia portuguesa atrav s de tr s gera es o av , Afonso da Maia, o filho Pedro e o neto Carlos Fam lia abastada que desfruta em pleno da vida publica, cultural e social que a sua condi o permite.
Findos os anos de estudos em Coimbra, Carlos da Maia regressa a Lisboa Com ele o melhor amigo de sempre, Jo o da Ega, que embora n o venha de uma fam lia abastada, sempre conta com este para lhe resolver os imbr glios financeiros Deslumbrados, idealistas, sonham com brilhantes carreiras na capital, enquanto v o levando uma vida luxuosa e despreocupada, t pica de uma burguesia que n o se impunha por ideias pr prias e se limitava a copiar sem grande criatividade os ambientes de Paris ou Londres.
E a caricaturou perfeitamente as principais figuras dos ambientes culturais e sociais da poca Ega o bo mio, Alencar o poeta, D maso o cobarde, Eusebiozinho o corrupto, Cohen o calculista, Cruges o maestro, s o algumas das personagens que desfilam pelo teatro S o Carlos, pelos caf s do Chiado, ou por Sintra, em grandes jantaradas e ser es As personagens s o detalhadamente descritas numa escrita inteligente e ir nica, e rapidamente escolhemos quem amar ou odiar, quem nos diverte,quem nos irrita.
A par da politica as mulheres estavam sempre presentes mulheres f teis, rom nticas, permanentemente insatisfeitas e que tinham constantemente rela es amorosas fora do casamento Carlos da Maia, no entanto, por mais mulheres que conhecesse, sentia se sempre um solit rio entre as breves e tediosos At ao dia em que conheceu Maria Eduarda, mulher que se destacava entre todas as outras, pela beleza, eleg ncia e simplicidade Tinha um passado algo obscuro mas aos seus olhos era a imagem da perfei o Desde o inicio que se adivinha algo de suspeito nesta hist ria de amor entre duas pessoas aparentemente predestinadas uma outra Aos poucos, vamos desvendando uma trag dia sem que os protagonistas se apercebam do equivoco em que ca ram Quando finalmente o mist rio revelado, o desfecho surpreendente E a de Queir s tinha o peculiar h bito de escrever em p atirando as folhas para o ch o sem sequer as numerar Era a filha quem pacientemente as recolhia e organizava Facto curioso, se pensarmos que desta desordem sa ram algumas das melhores obras da literatura portuguesa.
o cinco de um mero mortal perante uma obra grandiosa, o que n o a consagra perfeita segundo o meu gosto pessoal.
Os Maias , obra prima de E a de Queir s e romance intemporal, foi publicado no Porto em 1888 Popularmente falado por se tratar de uma hist ria de amor incestuoso com uma introdu o exageradamente descritiva, na qual o leitor introduzido ao Ramalhete, a casa que simboliza, em simult neo, o esplendor e a decad ncia da fam lia Maia De facto, da primeira vez que tentei ler o romance, em 2006, fiquei me pelo caminho por causa dessa mesma descri o Pareceram me quinze p ginas sobre chamin s e tapetes coisa que, aos 16 anos, n o muito entusiasmante Por este motivo, concordo que n o boa ideia obrigar jovens a ler uma obra deste calibre N o h contexto social, familiar, background cultural ou hist rico que prepare os mi dos para a complexidade d Os Maias Obrig los desvirtuar a possibilidade de virem a apreciar o livro quando a maturidade lhes chegar Agora que lhes dei uma segunda oportunidade decidi que ia apreciar a descri o da casa, ia deixar que o E a me levasse l pela mestria da sua escrita de que tinha tido um vislumbre n A Cidade e as Serras E sabem que mais A casa tem uma descri o de meia d zia de par grafos Pronto, acabou Pode ser um bocado a respeito de uma mera propriedade, mas faz sentido, porque a introdu o a uma vida de luxos e v cios, que retrata bem a sociedade Portuguesa no ltimo quartel do s c XIX, altura em que a rainha D Maria Pia embrulhava o Estado nas suas compras de faqueiros.
E a de Queir s, do pouco que entendo de literatura, pertence corrente realista Denota se, inclusive, um certo despeito pelo romantismo e ultra romantismo que imortalizaram, por exemplo, Camilo Castelo Branco, cerca de vinte anos antes Todas as suas personagens s o muito cr ticas, dadas a fervorosos discursos de honra e de ideais Tudo parece digno de esmiu ar nesta sociedade retratada por E a, e todos se d o ares de grande integridade moral No entanto, nenhuma personagem realmente casta ou moralmente irrepreens vel.
Ega, Carlos da Maia, o Eusebiozinho, o D maso, o Taveira, Cruges, o Cohen, o Craft, Castro Gomes, o Gouvarinho Nunca se compreende o que fazem estes fidalgos e homens do governo e de p ndegas S o, ao que sugerido, a fina flor das rela es de Lisboa No entanto, nunca se chega a compreender muito bem onde v o buscar os rendimentos que sustentam as suas vidas de luxos, whist, charutos, cigarros, teatro, gr mios e passeiozinhos de charrete a Sintra O retrato geogr fico de Portugal delicioso com o comboio at ao Porto, estradas de ferro , num clima de desconfian a muito lusitana, mais de cem anos depois de a Inglaterra ter dado o impulso Revolu o Industrial O Lawrence, em Sintra, os travesseiros, os ovos moles de Aveiro, os fados assim mencionados Tantas refer ncias que tive de absorver no turismo, assim descritas com a naturalidade de uma escrita de poca, como se E a adivinhasse que, pela sua qualidade, perdurariam no tempo Um romance como uma janela para outros tempos, da qual o leitor extrai a seiva do pensamento da poca.
Refer ncias liter rias, filos ficas e pol ticas s o outras tantas Robespierre, Proudhon, Darwin, Voltaire, Garibaldi, democracia, um cheirinho j ao Socialismo e Rep blica, etc.
, etc.
Foi como um rendez vous de figuras famosas, s que n tidas, porque sob o cunho da conterraneidade As opini es sobre tudo e sobre nada preenchem centenas de folhas Perto do fim, inclusive, as intrigas sociais e as discuss es pol ticas e liter rias multiplicam se, renegando o casal central Maria Eduarda e Carlos da Maia para fora do centro da ac o o que talvez signifique que o ritmo a que a m quina sociedade vida segue, por vezes nos atire para fora dos carris, e o nosso drama colossal seja secund rio a partir de outros prismas Todo o livro muito bo mio, com trejeitos de ironia preciosos e um clima bonacheir o e de baz fia que ora nos desespera, ora nos enche de bom humor A cobardia, os falsos ares de finura, os falsos escr pulos, duelos de florete, amea as de escarros em faces gorduchas, a falta de moral para se discursar sobre determinado assunto, o amante da mulher casada que se ofende com o seu marido, por se ter atrevido a surpreend los A incontorn vel ironia do E a.
E as mulheres Fonte de problemas, infi is, fr geis, insistentes, irrit veis, a personifica o do pecado E Maria Eduarda, emergindo de todas elas, um aparente modelo de virtude, ainda assim corrupt vel, que se revela a maior das desgra as da vida do bem intencionado Carlos da MaiaAs ltimas linhas, o ltimo racioc nio deste romance, s o desconcertantes, esperan osos, trazem um sorriso aos l bios e um incha o bom ao peito N o ficam trevas no final de uma intriga que tanta dor causa a tantas personagens que acabamos por amar Aqui tamb m vejo o realismo, porque por muito dif cil que seja o desafio, por muito que doa a perda, a vida continua E, quando tivermos de voltar a correr, correremos Est nos no sangue, a nossa natureza como Sapiens adapt veis e votados sobreviv ncia.
Ao n vel dos grandes cl ssicos, e digo o enquanto leio, em paralelo, O Conde de Monte Cristo, mostra uma vanguarda de pensamentos, uma insularidade que nos t pica, um car cter muito portugu s e uma influ ncia na realidade pouco influente, quase rid cula de t o mal absorvida do que estrangeiro, sobretudo franc s Tudo motivo para se colocar uma express ozinha francesa Tudo tr s chique, e refor ado chique a valer No fundo, o portugu s prevalece sobre o cavalheiro, de cabe a quente e punho cerrado, apostado em encher cabe as de bengaladas ao primeiro desaforo Um aut ntico teatro de civilidade Um romance nico que requer corpo e alma e muita ironia e esp rito cr tico durante a leitura Quase quatro semanas depois, terminei O sentimento um misto de feito grandioso e de admira o perante o feito grandioso que foi, para E a, escrever uma obra ao n vel dos grandes cl ssicos, colocando assim Portugal, ainda que sem que o resto do mundo o saiba, nesse patamar.
E o al vio, porque conheci Os MaiasRepensando a leitura deste cl ssico, pergunto me se o que aqueles jovens do fim do s c XIX vivenciavam a aliena o, a falta de escr pulos, a boa intencionalidade mas o man para a desgra a n o seria muito parecido com o que vivemos neste tempo de privil gios Volt mos a uma era de esfor o m nimo, de insatisfa o generalizada, de falta de prop sito O que apenas reaviva a pertin ncia dOs Maias e a admir vel acutil ncia do autor 6 de set 2018 The action of Os Maias happens in Lisbon, in the second half of the 19th century Tell us the story of three generations of the Maia family The action begins in the autumn of 1875, at which time Afonso da Maia, noble and wealthy owner, settled in Ramalhete His only child Pedro da Maia, of weak character, resulting from an extremely religious and protectionist education, marries, against the will of the father, with the negress Maria Monforte, of whom she has two children A boy and a girl But the wife would eventually abandon him to escape with a Neapolitan, taking with him the daughter Maria Eduarda of whom the whereabouts were never known The son Carlos da Maia would be delivered to the care of the grandfather, after the suicide of Pedro da Maia.
Carlos spent his childhood with his grandfather, graduating later in Medicine in Coimbra Carlos returns to Lisbon, to Ramalhete, after graduation, where he will be surrounded by some friends, such as Jo o da Ega, Alencar, D maso Salcede, Euz biozinho, the conductor Cruges, among others Following the habits of those who surrounded him, Carlos becomes involved with the Countess of Gouvarinho, who will later leave One day he was dazzled to meet Maria Eduarda, who thought she was the wife of the Brazilian Castro Gomes Carlos followed her for some time without success, but ends up getting an approach when she is called by Maria Eduarda to visit, as a doctor the housekeeper Miss Sarah They begin their meetings with Maria Eduarda, since Castro Gomes was absent Carlos even goes to buy a house where he installs his lover Castro Gomes discovers what happened, through a letter sent by D maso Salcede, and looks for Carlos, saying that Maria Eduarda was not his wife, but his mistress and that therefore he could stay with her.
In the meantime, an emigrant, Mr Guimaraes, arrives from Paris, who says he met Maria Eduarda s mother, and that she is looking for a safe deposit box which, according to her, contained documents that would identify and guarantee her a good inheritance This woman was Maria Monforte, the mother of Maria Eduarda She was, therefore, also the mother of Carlos The lovers were brothers However, Carlos does not accept this fact and maintains openly the incestuous relationship with his sister Afonso da Maia, the old grandfather, upon receiving the news, dies of disgust Upon learning, Maria Eduarda, now rich, leaves for the foreigner, and Carlos, to be distracted, will run the world.
The novel ends with the return of Carlos to Lisbon after 10 years, and his reunion with Portugal and with Ega, who tells him We have failed, boy.
Esta foi a terceira leitura as outras duas tinham sido em 1996 e em 2002 num contexto completamente diferente 12 ano e est gio pedag gico E, se j antes tinha adorado, agora que li por puro prazer desfrutei muito mais dos pormenores Que grande obra Que grande retrato de Portugal dos finais do s culo XIX Levei quase dois meses para reler Os Maias, n o por dificuldade ou aborrecimento, mas porque soube muito bem ter o livro sempre ao lado e poder voltar a ele sempre que realmente me apetecesse Li o pela primeira vez numa obriga o, na escola A minha professora de Portugu s soube deixar o bichinho pelo E a de Queir s e pelOs Maias, sendo que, desta vez, revi todas as aulas e todos os coment rios entusiasmados e apaixonados Voltei a ter 17 anos e voltei a ser uma mi da a descobrir uma escrita fant stica Por m, foi uma leitura que soube a pouco, porque fiquei rendida, n o pelo Carlos, mas pelo Afonso, e teria adorado conhec lo melhor e sua vida J n o me lembrava como tinha sido o seu fim, confesso que pensava que ele seria imortal, pelo menos na minha cabe a ele ficou N o vou falar das excelentes cr ticas sociedade, da ironia presente em todas as p ginas, do facto do livro ser muito actual apesar de retratar o Portugal do s culo XIX, porque disso j toda a gente sabe Esta leitura foi muito mais sentimental que racional, ir nico que fui igual ao Ega e o Carlos, uma rom ntica pelo E a, mas soube bem Apesar dos meus esfor os, este n o se tornou no meu livro favorito do autor, O Primo Bas lio continua a ser, de longe, o melhor.
What a book I can honestly say that I enjoyed it cover to cover I can see why this is a classic in Portuguese literature Sadly I had never heard of the book nor the author until my GR Portuguese friends recommended it Muito obrigado E a de Queir s has been compared to the Portuguese version of Gustave Flaubert On many levels I can see why His book tells tells the story of three generations of Lisbon family, and paints a vivid image of the wealthier side of the city around 1875 Like in Flaubert, the rich have their muses the poor, not so This is not the historical realism or morality of Emile Zola or Victor Hugo Instead, it is muchsubtle.
The plot is a great story Pedro da Maia kills himself after his wife leaves him for an another man and so young Carlos da Maia, his son is raised by his grandfather, Alfonso in his grand house, called O Ramalhete Bouquet on Rua das janelas verdes of Lisboa now one of the sexiest hotels in Europe goes on to become a doctor and practices in the city Like many bourgeoisie of the time, entertainment is a way of life and they enjoy dinners at the swanky Hotel Central on Pra a do Duque da Terceira Life is grande Carlos surrounds himself with a most interesting group of friends, the poet Alencar, the Finish ambassador, Steinbroken, the Englishman, Craft, the Count and Countess of Gouvarinho and of course, his dear friend, Jo o da Ega Ega is quite the character a blend of charismatic goof and bohemian artist in the truest sense And his friendship with Carlos never waivers.
At these dinner affairs, talk centers around the arts, literature, politics, good food, wine and the all pervasive charutos At the center of it all women Carlos has an affair with the countess, but then enters Castro Gomes and his wife Maria Eduarda and her daughter Rosa Carlos is smitten Nothing like an affair to liven things up But Maria has a secret past and this affair truly changes the story No spoiler here.
E a de Queir s employs a style of gossip, candid talk and a moving storyline that keeps this massive book moving 686 pages Light entertainment and dark passages Witty and humor mixed in with political and social change One of the characters, Guimar es is involved with a party that becomes the communist party Political intrigue financial gains affairs of the heart In effect, a slice of the Portuguese bourgeois life.
One thing that perplexed me is the role of women during this time If something happened to her husband, such as death or an affair, often she was left with nothing other than to find another husband especially if she had a young child to support Sadly this is one of the main issues of a historical novel Those were the times Good for some bad for a whole lot of others.
There is a lot in this book to discuss and no need to develop a thesis All I can say is if you like a great yarn, a grand historical novel full of outstanding characters, you will like this book I honestly think it needs a wider audience.
I waivered between a 4 and 5 rating The fact I enjoyed reading this book so much in a span of ten days shows it deserves a five Now what will I read now Jos Maria de E a de Queiroz 1845 1900 is considered Portugal s greatest novelist, and The Maias 1888 his greatest novel Other books by de Queiroz are The Sins of Father Amaro 1876 and The Illustrious House of Ramires In a long book over 600 pages no detail is forgotten, and a convincing picture of mid 19th century Lisbon is built up The characters all ring true I felt I knew them well The dozens of central characters are all alive, real people with faults, somehow lovable E a de Queiros writes with great affection even though he deplores the decay of a once great country So many of the book s characters seem real, though presented in brief They come and go and re appear in a complex tapestry of events which makes them astoundingly like people I have known E a de Queiroz has the gift of bringing his world to life and making the reader a part of it The mood is not tragic ironic, satiric, even humorous at times, full of regretlet s just say saudade, even though we English speakers don t really know what that means I was very moved while reading, and for long after Carlos Eduardo de Maia is the sole heir of an ancient, illustrious family The family hopes and ambitions are dependent on him Honour is a very real thing in this culture, and Carlos has a lot of expectations to bear The glorious past and the unsatisfactory present are both with him at all times A central plot strand of the novel details the incestuous love of Carlos and Maria Eduarda, and the tragedy this brings to all concerned The affair is skillfully built up, and comes to a shattering climax.
The Maias is a book which mourns many things The decadence of Portuguese culture and spirit the passing of time the loss of things undone Carlos and his friend Ega in the end have fulfilled none of their youthful ambitions.
The ending, with the friends Carlos and Ega running after a tram, reminds me of the end of Fellini Satyricon One is suddenly made to realise that these people who have come to life so convincingly, who share my own pains and regrets, livedthan one hundred years ago That poignant shock universalises the reading experience Ambition, the great love of Carlos and Maria Eduarda, the virtues of Alfonso, the literary gifts of Ega, the pretensions and fantasies of so many of the characters, are all futile in the end Fate, and perhaps some innocent fault of their own, conspires against them Life wasn t meant to be fair, and looking back is often a bitter experience.
I put the book away with a word of encouragement to Carlos, this imaginary character who died almost a century ago Don t be too cynical, I say your gifts are great, and you have achieved much Visit Maria Eduarda Encourage Ega to finish his book We all grow older, duller What we love inevitably turns to dust I too am thinkingof what might have been than of what might be.