Download Epub Format × Nem Todas As Baleias Voam PDF by å Afonso Cruz formresponse.co.uk

Download Epub Format × Nem Todas As Baleias Voam PDF by å Afonso Cruz Em Plena Guerra Fria, A CIA Engendrou Um Plano, Baptizado Jazz Ambassadors, Para Cativar A Juventude De Leste Para A Causa Americana Organizando Concertos Com Grandes Nomes Do Jazz Nos Pa Ses Do Bloco Sovi Tico, Os Americanos Acreditavam Poder Seduzir O Inimigo E Ganhar A Guerra Neste Pano De Fundo Que Conhecemos Erik Gould, Pianista De Blues, Ex Mio E Apaixonado, Que V Sons Em Todo O Lado E Pinta Retratos Tocando Piano A M Sica Est Lhe T O Entranhada No Corpo Como O Amor Pela Nica Mulher Da Sua Vida, Que Desapareceu De Um Dia Para O Outro, Sem Deixar Rasto, Sem Deixar Uma Carta De DespedidaErik Gould Tentar De Tudo Para A Reencontrar, Mas N O Lhe Resta Mais Esperan A Do Que O Acaso Ser O Filho De Ambos, Tristan, Cansado De Procurar A M E Entre As P Ginas De Um Atlas, Que Far A Diferen A Gra As A Uma Caixa De Sapatos Ser poss vel vencer uma guerra com a m sica Esta uma premissa interessante e ver dica, pois o plano Jazz Ambassadors CIA tinha o objectivo de cativar a juventude de Leste para a causa americana Est na sinopse, n o spoiler, e no ltimo FOLIO Afonso Cruz revelou que este plano fora o ponto de partida para o novo livro Para mim foi uma novidade, desconhecia tal plano, e fiquei verdadeiramente entusiasmada com o livro.
Agora que o li, o Jazz Ambassadors parece me muito pequeno e sem gra a ao p de tudo o que o Afonso construiu neste livro S o as pequenas coisas que nascem ao redor do fio condutor que o plano, que guardo As frases que reli, permanecendo na mesma p gina, as reflex es que me seguem, mesmo depois de fechar o livro, a sensa o de brincar com os limites, quando se esbate a linha que separa a crueldade da beleza.
H muito para descobrir nas profundas camadas que as palavras formam nas p ginas de Nem Todas As Baleias Voam Desconfio que n o haver uma releitura igual e, de cada vez, vir o novos pontos de vista superf cie.
H uma cad ncia de dor que arrepia e, ao mesmo tempo, envolve H uma vontade de parar e uma necessidade de prosseguir , para mim, mais um livro fant stico do Afonso Cruz Gostava daquele bar, do Delon, e gostava da sua flor, porque as tulipas raiadas s o flores doentes A sua beleza vem de uma doen a A normalidade nunca fez bem a ningu m, mas a anomalia, aquelas estranhas cores que pintavam as p talas, como se Van Gogh fosse o autor do Universo, elevavam a flor a um estatuto art stico, era a doen a que a fazia mais bela do que o habitual A arte uma doen a, a humanidade nasceu de um macaco doente, como uma tulipa raiada Foi um desvio que o levou a erguer se na savana e a sentar se mais tarde num bar de Montmartre Aben oadas doen as, Tristan E n o matam Matam, s o a coisa mais triste do mundo p g 254 LerOsNossosUm autor que muito admiro disse, numa das suas obras de arte, que um homem feito dessas hist rias, n o de ad nes e m sculos e ossos Hist rias e tamb m que Um homem possui tr s est magos um na barriga, outro no peito e outro na cabe a O da barriga, toda a gente sabe para que serve o do peito mastiga a respira o, que a nossa comida mais urgente Uma pessoa morre sem ar muito mais depressa do que sem gua e p o E por fim, o est mago da cabe a que se alimenta de palavras e de letras e ainda que Encheremos o mundo de coisas preciosas Ser o tantas que os homens passar o por elas julgando as banais Somos uns sortudos por vivermos num mundo com estas coisas preciosas , como s o, de resto, exemplo os livros deste mesmo autor que muito admiro e de quem continuo e continuarei a ser f Por favor, n o os ignorem, s o livros que alimentam bem o nosso 3 est mago.
N o sei se existe algum outro autor que me cause uma urg ncia t o grande de leitura como Afonso Cruz N o, n o lhe chamaria obsess o, mas antes uma necessidade visceral H qualquer coisa na escrita de Afonso Cruz que, mesmo variando a tem tica e o formato afinal escreve desde livros infantis a enciclop dias, passando pelos romances, em que por vezes n o se sabe bem se s o para adultos ou crian as, mas que na verdade apenas significa que s o para todos , me tocam profundamente Nem Todas As Baleias Voam, o seu mais recente romance, n o excep o a este toque de midas liter rio Ali s, dada a minha recente liga o mais intr nseca m sica, raras n o foram as vezes em que senti de sobremaneira algumas passagens Esta uma obra que volta a cruzar a uma s rie de g neros o romance rom ntico, o toque de thriller com laivos de espionagem, inevitavelmente o romance hist rico e, claro, a poesia N o f cil falar sobre um livro de Afonso Cruz porque, ap s terminada a leitura, parecem n o haver palavras capazes de fazer jus ao que realmente se sentiu durante a leitura Para n o falar na genialidade com que o cruzamento de hist rias e o entrela ar de personagens feito N o s dentro do pr prio Nem Todas As Baleias Voam, mas tamb m com outras obras suas H nomes que poder o ser mais familiares que outros, mas a sensa o que d , a cada nova hist ria, que toda a obra de Afonso Cruz n o passa de uma grande fam lia da qual ainda conhecemos pouqu ssimo, mas que sem sombra de d vidas queremos conhecer por completo Gostei da forma como Nem Todas As Baleias Voam me fez voltar a ouvir alguns cl ssicos do jazz, a forma como me fez sorrir, como me levou as l grimas aos olhos, como me fez antecipar, em plenos sofrimento por um desfecho tr gico, como depois senti algum al vio, como pelo meio fiquei completamente assombrada pela teia que se encontrava escondida at ent o Podia ficar aqui por muito mais linhas, mas acima de tudo acho que um livro que deve ser lido Que deve sair das prateleiras das livrarias e habitar as mesinhas de cabeceira para depois ganhar uma nova vida na nossa imagina o, para que depois sintam o contributo sens vel e brutal com que este livro nos presenteia Queria contar vos sobre a caixinha de sapatos para os doentes terminais Do quanto nos questionamos o que que realmente colocar amos l Gostava de vos falar sobre o amor de Erik Gould, inabal vel, infinito, t o vivo que toda a sua obra cresce tanto com a intensidade do mesmo como com o sofrimento atroz da aus ncia Adorava que conhecessem Dresner e a raz o do seu coxear Oxal pud ssemos todos ver as emo es tomarem forma e sermos capazes de enfrentar e acarinhar a nossa morte como Tristan E preparem se, o Escritor n o vai ser nada daquilo que ao in cio podiam pensar No fundo, quem me dera que realmente a m sica resultasse como solu o de guerras que s o homem cego teima em perpetuar N o quero falar vos mais sobre a vida deste romance, quero que o leiam, quero se transportem para l , quero que o sintam Afonso Cruz , para mim, o mais completo dos escritores portugueses da actualidade Genuinamente, acreditavam poder, com este programa, vencer a Guerra Fria, ao evangelizarem uma juventude de Leste que ouvia m sica erudita mas tinha pouco contacto com outros g neros musicais, especialmente o jazz.
Este facto parece me uma das ideias mais fant sticas da Humanidade pretender conquistar o mundo atrav s da m sica, em vez de, por exemplo, fazer explodir Hiroxima ou invadir o Iraque A m sica tem um enorme poder transformador, quase imediato uma das poucas artes, sen o a nica, capaz de nos fazer mexer o corpo, de nos p r a dan ar, de provocar a catarse ou o xtase O programa americano pode ter falhado o Muro s viria a cair muitos anos depois , mas a esperan a que esteve na sua base, ainda que ut pica, n o deixa de ser maravilhosa a possibilidade de uma guerra poder terminar num baile em vez da explos o de bomba de hidrog nio.
Sobrevivi a quatro mil toneladas de bombas atiradas contra Dresden, sobrevivi ao Holocausto, sobrevivi ao capital e aos programas de televis o Sobrevivi Ou seja, tenho vindo tona, como uma baleia Mas a maldade, de alguma maneira aberrante e perversa, uma esp cie de estrume E a vida, por mais incompreens vel que seja na sua g nese e no seu cumprimento, nasce disso, da terra, do barro, da lama, da merda, se me permite a express o, faz nos medrar, e eu, envergonhado, contido, penso que a maldade a terra mais f rtil para a bondade e que o contacto com o fel faz nascer a coisa mais doce Acho que todos mudamos em contacto com o mal o motor Sei que horr vel, mas o que fazer Todos os dias rezo para que o mal n o deixe de aparecer na minha vida, ao mesmo tempo que o abomino Adonai, afastai de mim todo o mal, Adonai, aproximai de mim todo o mal Quando deixar de o fazer, de sentir a corrup o, quando n o detectar o mal minha volta, mais vale estar morto.
Se Tristan soubesse verbalizar as suas emo es, seria assim Estou espera de que a felicidade comece a crescer como os beb s no tero das m os e que um dia nas a e chore e queira mamar e n s eduquemos a felicidade e a levemos escola para que saiba ler as letras das nossas veias e fazer contas de multiplicar com a nossa saliva, estou espera de um beijo daqueles que s o dirigidos somente a uma pessoa, e n o daqueles que se d o a pensar em algu m que est longe, estou espera que o dia chegue ao fim e que n o comece outro, porque os dias s o uma chatice Mas Tristan n o saberia verbalizar as suas emo es, portanto Ia comer primeiro eram isso os fantasmas, restos das pessoas que am mos, e a nossa casa ficava assim, repleta de assombra es modernas e antigas, densas e subtis T nhamos um protocolo com a mem ria, t nhamos assinado, juntamente com a d diva da vida, o compromisso de carregar os mortos no nosso corpo, nos m veis da casa, nas paredes e na luz esmaecida dos candeeiros de estanho e de cobre, e cumpr amos esse contrato com um rigor e uma tica absolutamente not veis, a ponto de, tantas vezes, chorarmos sem qualquer raz o aparente.
Se soubesses que a tua morte se aproxima, o que colocarias dentro de uma caixa de sapatos Quais seriam os objectos que escolherias guardar antes de morrer Sinto que aquilo que somos vem da resposta que damos a estas perguntas Quando um livro nos deixa perguntas maiores do que n s, porque nos ofereceu as palavras certas Ler um livro do Afonso Cruz aproximarmo nos da bondade que se esconde nas tocas do mundo Sentimos a dor e a esperan a, elas existem e andam de m o dada nas palavras dos livros Mas ainda bem, porque significa que, apesar de tudo, este pode ser um bom lugar.
Nem Todas As Baleias Voam QUEM ME DERA PODER SOFRER DE SINESTESIA que maneira mais sublime de terminar o ano Afonso Cruz n o desilude nunca com a sua escrita po tica que me consome a alma no bom sentido claro Afonso Cruz dos poucos autores portugueses que respira, transborda e inspira poesia.
desta vez a sua arma a m sica, n o fosse ele tamb m um grande m sico nosSoaked Lamb , num per odo in spito da hist ria Guerra Fria , Cruz apresenta nos Erik Gould Um compositor famoso na sua poca, que sofre de sinestesia ou seja v m sica em qualquer coisa eternamente dilacerado pela partida da sua musa Natasha Zimina Gould tem um filho Tristan que sofre do mesmo mal, sinestesia, contudo n o conseguindo verbalizar as suas emo es transporta isso para as suas vis es v sentimentos personificados em pessoas que s ele consegue ver e ter contacto Chega uma dia at ver a sua pr pria morte.
Cruz, neste romance lan a v rias ideias contudo uma despertou bastante a minha aten o para a cria o da boa fic o, a mesma tem de ser extra da da dor O autor recorre a vozes pessoas que s o torturadas tendo em vista a extrac o da melhor fic o penso eu que assim, pelo menos foi o que eu percebi risosNem Todas as Baleiasde Afonso Cruz a celebra o da m sica sendo um s mbolo de paz , mais propriamente ao jazz dos sentimentos, emo es e da arte quem me dera poder sofrer de sinestesia para que pudesse ter uma vis o mais colorida e art stica a escrita de Cruz certamente cativante, estimulante e inspiradora neste romance contudo verificamos que est mais maduro, quiz um tanto sombrio e soturno devido ao tom da narrativa mas n o por esta escrita po tica mais triste que o livro deixa de ser fant stico a cada livro apaixono me mais por Afonso Cruz.
Simplesmente, brilhante Favourite Quotes Eram isso os fantasmas, restos das pessoas que am mos, e a nossa casa ficava assim, repleta de assombra es modernas e antigas, densas e subtis T nhamos um protocolo com a mem ria, t nhamos assinado, juntamente com a d diva da vida, o compromisso de carregar os mortos no nosso corpo, nos m veis da casa, nas paredes e na luz esmaecida dos candeeiros de estanho e de cobre, e cumpr amos esse contrato com um rigor e uma tica absolutamente not veis, a ponto de, tantas vezes, chorarmos sem qualquer raz o aparente a vida a reten o da respira o da alma a arte uma doen a da expressividade humana.
Gostava que coxeasses por mim 3.
5 Afonso Cruz genial.
Sempre que leio um livro de Afonso Cruz fico com a sensa o de que algu m me abriu o c rebro e limpou todo aquele lixo que dificulta a percep o de que a vida muito mais simples e pura do que aparenta Sempre que termino um livro de Afonso Cruz fico espera do pr ximo Qualquer livro que leia ap s ter lido um livro de Afonso Cruz sabe sempre a pouco Nem Todas As Baleias Voam um romance mais maduro do que os anteriores mas igualmente delicioso Tive algumas dificuldades em prender me hist ria, talvez devido tem tica um pouco sombria Achei a primeira parte do livro mais pesada, mas assim que o autor nos agarra n o nos larga mais.
Conhecemos Erik Gould, um pianista apaixonado que coloca na sua obra toda a intensidade e sofrimento que caracteriza a sua paix o por Natasha H metades que funcionam Por exemplo, as meias doses nos restaurantes Mas h outras metades que s o o maior desastre, como um cirurgi o que interrompe a opera o a meio E eu, sem a Natasha Conhecemos Tristan, filho de Gould e Natasha, um rapaz que vive de m o dada com a morte e que por isso decide colocar dentro de uma caixa de sapatos todos os objectos realmente importantes e que quer guardar ap s a sua morte Tristan tem a capacidade virtude infelicidade de dar forma s suas emo es, ainda que n o as consiga verbalizar Se Tristan soubesse verbalizar as suas emo es, seria assim Estou espera de que a felicidade comece a crescer como os beb s no tero das m es e que um dia nas a e chore e queira mamar e n s eduquemos a felicidade e a levemos escola para que saiba ler as letras das nossas veias e fazer contas de multiplicar com a nossa saliva, estou espera de um beijo daqueles que s o dirigidos somente a uma pessoa, e n o daqueles que se d o a pensar em algu m que est longe, estou espera que o dia chegue ao fim e que n o comece outro, porque os dias s o uma chatice Mas Tristan n o saberia verbalizar as suas emo es, portanto ia comer primeiro Reencontramos Isaac Dresner, personagem presente em v rias obras do autor, o homem que coxeava do p direito porque a cabe a do seu melhor amigo caiu em cima da sua bota depois de levar um tiro de um soldado alem o A quem interesse Dresner o homem que se esconde debaixo do balc o da loja de p ssaros em A Boneca de Kokoschka Eram isso os fantasmas, restos das pessoas que am mos, e a nossa casa ficava assim, repleta de assombra es modernas e antigas, densas e subtis T nhamos um protocolo com a mem ria, t nhamos assinado, juntamente com a d diva da vida, o compromisso de carregar os mortos no nosso corpo, nos m veis da casa, nas paredes e na luz esmaecida dos candeeiros de estanho e de cobre, e cumpr amos esse contrato com um rigor e uma tica absolutamente not veis, a ponto de, tantas vezes, chorarmos sem qualquer raz o aparente Se soubesse verbalizar as emo es que senti ao ler este livro este post seria bem mais rico, mas parece que Tristan e eu temos em comum essa dificuldade em verbalizar Assim sendo acrescento apenas isto leiam Nem Todas As Baleias Voam , imperativo